Começo falando a verdade no começo: não é a coisa mais simples do mundo conhecer Chiloé sem um carro. O turismo na ilha é bem focado a chilenos, não é impossível andar por lá, mas é meio chatinho pegar ônibus e tem alguns lugares que ficam praticamente inacessíveis sem um veículo.
Mas não me dei por vencida e consegui fazer boa parte das coisas que tinha planejado 🙂

Onde ficar?
A ilha tem duas grandes cidades: Castro e Ancud. Castro fica bem no meio da ilha, um ponto estratégico bacana para explorar o roteiro das lindas igrejas de madeira, que são o grande charme da ilha.

Já Ancud fica na parte norte, mas tem um atrativo forte: as pinguineiras. Mas como não fui na época certa, acabei cortando do roteiro. Para ir atrás dos pinguinzinhos, o legal é ir de setembro a março (e a tontona aqui vai no superfrio maio).
O que fazer?
Igrejas e centros históricos:
Cada uma das pequenas cidades da ilha tem sua praça e sua igreja, algumas delas consideradas Patrimônio Histórico pela UNESCO.
Castro: a igreja mais colorida e uma das mais importantes.

Dalcahue: dizem que é a mais bonita por dentro, mas está em restauração até agosto/15.
Achao: simplesmente incrível. Uma construção linda de madeira e cheia de detalhes por dentro.

Chonchi:

Essas são só algumas, são 16 na ilha.
Parque Nacional Chiloé:
Fica em Cucao e tem duas principais trilhas, uma que percorre o lado esquerdo do parque, com uma vegetação que cresce numa área mais inundada, e o outro lado com uma trilha por um terreno arenoso até chegar no pacífico.

Cada uma das trilhas dura cerca de uma hora. A entrada no parque custa CLP 1500 e converse com o guarda parque Luis, que é muito simpático e adora um bom papo! Se ele não te der a dica eu dou: dentro do parque tem um café/restaurante muito bom, depois de caminhar debaixo de chuva, sol, vento e até granizo (sim, eu juro!), vale a pena gastar CLP 2000 em um excelente chocolate quente por lá. Para almoço os preços são salgados, não saindo por menos de CLP 6000.
Para chegar, é só pegar um ônibus para Cucao, que sai CLP 1800 cada trecho. (E pra voltar rola fácil uma caroninha 😉 ).
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Muelle de las Almas:
Esse foi um dos passeios pura sorte, porque pra chegar lá tem que ir de carro. Conheci uma família no hostel que eu estava em Castro (eles até e deram uma humita na noite anterior 🙂 ) e encontrei com eles em Chonchi, após uma caminhada pela cidade. Aí me convidaram pra ir com eles… Claro que não recusei! Fomos de volta a Cucao mas dessa vez rumo ao lado esquerdo da costa, pagamos CLP 1500 para o acesso e caminhamos 40 minutos até essa linda visão do Pacífico. Reza a lenda (uma das muitas de Chiloé!) que é ali que as almas pagam uma moeda de ouro ao barqueiro para te atravessar entre os mundos…

O que comer?
O mais mais mais mais típico da ilha é o curanto, uma mistura de mariscos com tudo dentro (kkk sim, tem frango, batata, linguiça, é uma mistura doida). O lugar mais típico para se comer é em Ancud.

Murta: peça pro nosso amigo Luis, o guarda parque do Parque Nacional te mostrar a frutinha 🙂 se não, entre em qualquer doceria e pergunte. É uma frutinha vermelha muito saborosa e usada nos kuchens, uma torta alemã muito consumida por essas bandas.
Empanada de alga: sim, tem gosto de mato… mas é boa!
Outras fontes:
Usamos algumas dicas do Blog Vambora e do Bagagem de Memórias para termos ideias do que fazer 🙂
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