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Fronteiras

Fronteiras

Argentina, Bolívia, Histórias de viagem

Essa história não é minha, mas é como se fosse, afinal, vi de camarote o sofrimento alheio.

Como já contei pra vocês, eu adoro viajar sozinha, acho que é uma das experiências mais bacanas que uma pessoa pode ter e fortemente apoio que todos tenham pelo menos uma vez esse tipo de aventura. Mas depois de 2 mochilões eu ganhei uma companhia. O Felipe, que não é tão doido engajado com viagens assim, resolveu ser meu companheiro de viagens no mochilão 2013. Basicamente sem dar nenhum pitaco no roteiro, ele se garantiu com sorriso no rosto independente das furadas e foi ponta firme em todas as cervejinhas do fim de tarde.

Só teve um trauma em toda a viagem: fronteiras.

Bom, se vocês derem uma olhada no roteiro da viagem dá pra perceber que por pura contenção de gastos, resolvemos pegar o vôo de SP para Santa Cruz de la Sierra e de lá topar um ônibus de cerca de 20 horas até Salta – Argentina. Chegamos no aeroporto e fomos direto para o Terminal Bimodal atrás da passagem.

Ficamos váááárias horas esperando no terminal, vendo (ou tentando enxergar numa televisão bem ruim) o sorteio dos grupos da copa do mundo, recusando milhões de vendedores de cuñapes (que é o pão de queijo borrachudo boliviano), tomando um suco e esperando o tempo passar vagarosamente até as 10 da noite.

Embarcamos numa viagem de muito frio e chacoalho até umas 4 da manhã, quando chegamos à fronteira Bolívia/Argentina (Yacuíba – Salvador Mazza) e tivemos que esperar até mais ou menos as 9 da manhã para fazer os procedimentos de migração. Pra vocês terem noção do quanto demorou todo o processo ainda almoçamos em Salvador Mazza.

Bom, além dessa espera infinita, ainda fomos parados QUATRO vezes na estrada pela polícia argentina. E não era parar só não. Era parar, descer todo mundo, pegar todas as malas, olhar tudo e subir de novo.

O problema foi na 3ª parada, onde subiram 3 policiais no ônibus e escolheram umas três pessoas para descerem, O Felipe, com uma sorte invejável, foi uma delas. O Felipe com sua sorte invejável e seu espanhol inexistente. Ele desceu com as mochilas e foi pra uma salinha. Olharam não só a mochila mas ele também, que com aquela sorte invejável, foi tomar o primeiro enquadro da vida em espanhol e por argentinos.

Tudo certo com as mochilas mas o policial olhava o passaporte, olhava o computador, chamava um cara, discutia, olhava de novo… e ficava naquela coisa de ‘tá errado’ (isso era o que dava pra entender pelas caras, né, porque do entendimento linguístico era: blo blobloblo blo bloblo bloblo). O Fê voltou pálido pro ônibus procurando o RG dele, por solicitação dos policiais também. Foi uma meia hora de agonia, esperando que ele voltasse de vez porque eu não tava entendendo o que tava acontecendo.


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No fim ele voltou. Meio branco, meio puto, mas ainda inteiro e sem pagar propina. Indolor porém traumático.

Depois disso o Felipe começava a respirar mais fundo quando íamos trocar de país. E é isso até hoje… por que vocês acham que o mochilão desse ano é só no Peru? (rs)

Chute: Achamos que os caras ou digitaram alguma coisa errada no sistema ou simplesmente não digitaram nada quando entramos na Argentina. O nosso passaporte tava certinho, com o carimbo e tal (o que fez com que eles nos liberassem depois de um tempo). Mas depois, pra entrar no Chile, tivemos um pouco de dificuldade também. Mas pelo menos todos os elementos envolvidos nessa outra fronteira estavam devidamente vestidos com suas calças (rs).

About the author

Viciada em viajar, mas que sossegou – só um pouco – no Chile pra abrir um hostel. Já esteve em 9 países e 90 cidades fora do Brasil. Não sabe nadar (mas sabe andar de bicicleta). É facilmente comprável com doces e bom café. E é mão de vaca (isso é um dado importante).

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