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Chavin de Huantar

Chavin de Huantar

Huaraz, Peru

Peru = ruínas incas? Já cansamos de provar que não 😉

As civilizações pré-incas foram tão (ou até mais) importantes para a história da América do Sul, deixando marcas nas culturas seguintes e ruínas fantásticas (e provavelmente mais bonitas que as ‘clássicas’).

Em Huaraz não podia ser diferente. E é uma ótima opção pra dar uma descansada nas pernas depois de tantos trekkings pelas Cordilleras Blanca e Negra.

Não acredita?

Vamos lá, mini-aula de história só pra ambientar:

A cultura Chavin teve seu início em 1500AC e seu declínio foi em torno de 300AC, sendo assim uma das mais antigas dessa região.

As ruínas que podemos visitar, e que ficam cerca de 3 horas de Huaraz, foram um conhecido local de cerimônias e muita gente peregrinava até lá pra pedir e agradecer. Podemos observar várias praças, terraças e um grande templo de pelo menos 7 andares (pena que grande parte está enterrada, mas alguns ainda tem acesso).

Estudiosos creem que a decadência da civilização teve relação com revoltas sociais por volta de 500AC.

A primeira coisa que eu pensei quando cheguei por lá foi: como assim isso é de antes de Cristo?

Se você quiser conhecer esse lugar quase que inimáginável tem duas opções:

1) tour – que sai na base de uns S 30 a 40 (paguei 25 mas na minha loucura de sair pra fechar o tour na hora que estava saindo, aí consegui pechichar bastante)

2) ônibus até a cidade e de lá se pode ir a pé para as ruínas, que custa cada trecho S 12.

A primeira opção foi vantajosa financeiramente mochileira mão de vaca aí acabei optando pelo tour, que consistiu em muitas horas de carro e uma explicação até que bacana das ruínas.

Umas 3 horas são suficientes para conhecer bem o sítio, andar bastante e apreciar os vários andares de atrações:

1) Área externa:

chavin 3

2) El Lanzón:

Os detalhes são impressionantes desse monumento no interior das ruínas. Depois de caminhar em corredores escuros e apertados, você chega nessa câmara e dá de cara com esse monolito de 4,5 metros de altura com muitos motivos gravados.

 

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Outro monolito também foi encontrado nas ruínas, o Estela de Raimondi, que fica em exposição no museu que já conto pra vocês.


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3) Corredores internos (sim, é a única ruína que eu vi que tinha teto!)

chavin 1

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4) O detalhe das cabeças clavas na área externa do templo é demais!

chavin 4

Não se sabe se as cabeças estavam lá por proteção, para espantar os inimigos ou mesmo como itens de decoração. Mas o detalhe é que não há nenhuma cabeça repetida, cada uma tem um rosto com uma expressão diferente. Muito detalhadas, são lindas mesmo!

Falando nisso, apenas uma delas está em exposição no sítio, todas as outras estão num museu, que fica do outro lado da cidade e vale muito a pena ir. Fotos não são permitidas, mas o museu é de graça =)

Nesse museu dá pra conhecer o monolito Estela de Raimondi, que é tão lindo e impressionante quanto o El Lanzon, mas tava em estudos no dia que eu fui =/

estela de raimondi

 

Essa é uma cópia, que fica bem na entrada no sítio arqueológico. Já dá pra ter noção do quão detalhado e quão bonito é o original, né?

Não vou ficar dando muito mais detalhes, porque estraga a surpresa, né?

Mais posts sobre a incrível Huaraz você encontra aqui.

Gastos:

25 soles tour (mas considere de 30 a 40 para previsão de gasto)

10 soles de entrada

 

 

 

About the author

Viciada em viajar, mas que sossegou – só um pouco – no Chile pra abrir um hostel. Já esteve em 9 países e 90 cidades fora do Brasil. Não sabe nadar (mas sabe andar de bicicleta). É facilmente comprável com doces e bom café. E é mão de vaca (isso é um dado importante).

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